A tristeza do domingo.....
Os sábados são sempre dias interessantes... Depois de uma semana de trabalho, é hora de curtir os amigos em doces encontros e reuniões festivas. As conversas nem sempre são sobre temas complexos, sempre têm música, alegria e barulho, que bacana! E como sempre acontece, passam depressa os bons momentos do sábado. O domingo é a calmaria. Hora de renovar as energias para começar mais uma semana de trabalho. Depois das habituais atividades da casa, a parada. Após o banho tomado, deitar e... ligar a TV. Pronto! Toda alegria do sábado e tranqüilidade do domingo, são esquecidas numa fração de segundos... e a indignação toma conta! Sou imediatamente invadida por um desejo quase incontrolável de puxar a TV do “hack” e jogá-la dentro da piscina, como se assim eu pudesse afogar o Faustão e o Gugu ao mesmo tempo! Como duas pessoas que eu nem conheço conseguem estragar meus fins de semana tão proveitosos?
O que aconteceu com o senso crítico? Por que, alguns milhares de pessoas assistem passivos e omissos, a queda brusca de qualidade nas programações da TV? Por que estamos tão calados? E por que, ao reclamar, sou tão criticada?
Já perdi as contas de quantas vezes assisti com o mesmo entusiasmo, as maravilhosas falas de “Mário Sérgio Cortella” em sua palestra “Não nascemos prontos” (disponível no youtube). Recuso-me a participar do processo de “aculturação global”, tão defendido por muitos. As programações da TV, cada vez mais direcionadas para a “despamonhalização” do indivíduo, mostram seus super poderes nas atitudes cotidianas, nas avaliações acadêmicas, nas conversas de mesa de bar, e na situação atual de jovens e crianças, quase que completamente desprovidas de conhecimentos e fundamentação intelectual. Igualmente impressionante, é a postura social pelos jovens praticada, sem noções de respeito ao próximo, sem valores morais, sem limites definidos, e numa busca contínua por uma condição emocional que nem eles mesmos conseguem definir. São jovens perdidos no “bosque encantado do efêmero”,vivendo cada dia como se fosse o último, esquecendo-se que, serão os pais e mães de amanhã, e os idosos da próxima década.
Meus valores morais e familiares estão marcados na minha pele como uma marca deixada pelo ferro quente na pele de um animal. Aprendi com a minha mãe, que desejos não são direitos e que os direitos são complementos dos deveres. Não tenho vergonha de expor minhas opiniões, e nunca, em nenhum momento de minha vida, achei que meu conhecimento adquirido possa ter me transformado numa pessoa melhor do que outras. O conhecimento intelectual faz a diferença, mas os valores morais, sociais, pessoais e familiares, são os elementos-chave para a integridade e o bom caráter de um indivíduo. E tenho sentido falta disso. Voltando à questão dos programas de Tv exibidos ao domingo, tomei minha decisão: TVs desligadas, e sábados e domingos dedicados aos filhos e à família. Melhor para nós todos.
Eu sou Luciana Beserra, Designer, especialista em Design Estratégico, especialista em Marketing e Publicidade, e professora.
0 comentários:
Postar um comentário