É fato! Não se fazem mais restaurantes como antigamente. Saudades do modelo “casa da Dona Benta”, onde uma senhorinha gordinha tomava conta da comida e mantinha a ordem na cozinha. Agora é diferente. A “industrialização” trouxe tecnologia, porém, nem sempre isso significa melhoria.
Há um ano, eu e um grupo de amigos, almoçávamos alegremente em um restaurante de nossa capital, muito bem freqüentado pelos membros da alta cúpula social. E lá vivenciamos um lamentável episódio. Quinze dias antes, no mesmo restaurante, nossa colega Berta Guimarães havia encontrado um cabelo em seu purê de batatas. Entendemos como um acidente e retornamos. E em nosso retorno...
Bem, o encontro ocorria em clima de descontração e fizemos os pedidos. Comida na mesa, todos começaram a se servir. Felizmente ou infelizmente eu fui a última, e lá estava o objeto do meu horror. Um caroço de feijão com pernas! Isso mesmo! O caroço tinha pernas. Chamei o maitre discretamente e lhe entreguei indignada um guardanapo com a aberração da natureza. A esta altura, os amigos estupefatos se preparavam para a minha reação. Lá vai o maitre para a cozinha com o guardanapo, e nós, à espera de uma explicação, aguardávamos em silêncio. Poucos minutos depois, ele volta e com um ar divertido diz:
- A senhora pode ficar tranqüila, era só uma formiga de roça!
Eu: - Moço, há exatos 15 dias achamos um cabelo na comida, o que está acontecendo aqui?
Ele: Nossa, é mesmo muita falta de sorte, duas vezes com a senhora, poderia ser pelo menos em outra mesa não é?
Pedi aos amigos que fôssemos embora, não armei escândalo e paguei a conta indignada. O local? Restaurante Parmegiano, que fica numa rua paralela à João Davino.
Esta semana o episódio se deu com uma conhecida do twitter, o “case” está descrito no endereço http://guiabistro.wordpress.com/2011/10/01/sou-jorge-e-o-maior-“barato”/
Não tive a oportunidade de conversar com ela, mas os detalhes fornecidos no relato são suficientes para percebermos que, não existe respeito pelo cliente. Todos os certificados da vigilância sanitária não valem nada nesta hora, porque contra fatos não há argumentos, e a barata na comida, foi um fato!
Igualmente absurdas são as posturas adotadas pelos estabelecimentos, agem como se nós estivéssemos ali pedindo favores, e ficam ofendidos se questionamos esses fatos.
Registro aqui minha solidariedade à amiga Laíse Moreira e minha indignação, pois para mim esses fatos são injustificáveis. Formigas de roça e baratas não são iguarias que eu aprecie, talvez na china façam sucesso, mas aqui, são a prova concreta da falta de respeito dos estabelecimentos com seus clientes e da frágil atuação dos órgãos fiscalizadores.
Na dúvida...coma em casa!
0 comentários:
Postar um comentário