domingo, 27 de novembro de 2011


Hoje eu realmente me “percebi” fora do contexto!!!
Amigos, até agora não me recuperei do  susto de ver a Av. Paulista tomada por estudantes, “teoricamente” protestando pela liberdade, porém, ceifando a liberdade das outras pessoas e seu direito de ir e vir, direito este, garantido a cada brasileiro pela Constituição Federal. Após o lamentável episódio da invasão ao prédio da Reitoria da USP, num verdadeiro espetáculo de despropósito, vandalismo e selvageria, esses “moleques” se acharam no direito de interditar a Av. Paulista, como se fossem os donos da razão.
Analisando nosso contexto social, percebe-se facilmente a fragilidade de um país onde há muito para se lamentar. Violência, corrupção, tráfico de drogas, saúde pública, segurança e educação aos frangalhos. As drogas invadiram as escolas e transformaram nossas crianças em chefes do tráfico, que buscam no dinheiro fácil uma vida melhor para si e para os seus. Jovens oriundos de famílias destroçadas por gerações seguidas, desestruturados, desacreditados e largados à própria sorte. Muitos deles, completamente dependentes da droga, matando, violentando, roubando para sustentar o vício ou pagar aos traficantes.
Neste mesmo contexto, outros jovens de realidades diferentes, muitos de famílias abastadas, alheios a uma realidade que está às suas vistas, protestam contra a presença da polícia num campus universitário, pois esta estaria atrapalhando seus negócios. Jovens que querem fumar sua “erva” em paz, e como plano de fundo, escolheram o campus, apropriado não?
Todos os dias, nas milhares de universidades federais deste país, noticiam-se casos de furtos, latrocínios e tráfico de entorpecentes, estupros, assassinatos e “desovas”. Na UFAL, há alguns meses, dois corpos foram encontrados.
Na cidade de Arapiraca, agreste alagoano, presidiários em fuga invadiram o campus onde alunos realizavam provas de um concurso.
Qualquer pessoa inteligente e de boa conduta, quer a polícia por perto. Mas não foi o que se viu no campus da USP. Num faroeste caboclo, estudantes mascarados e “maconhados” depredaram o patrimônio público, chamando de “protesto” um show de selvageria e bizarrice. Como animais enlouquecidos, quebraram, sujaram e fumaram.
E o poder público, silenciou. Não houve punição. Certamente, nós, cidadãos de bem é que pagaremos a conta, com o dinheiro suado do nosso trabalho que financia absurdos como este.
Na passeata de hoje, o que a televisão mostrou, foi uma trupe de desocupados querendo aparecer;  atrapalhando a vida de trabalhadores, pais de família, ambulâncias e ocupando a polícia sem necessidade. Ah, a TV também mostrou que muitos deles estavam devidamente alimentados com seus cigarrinhos, sem nenhum constrangimento.
Os fatos comprovam: nossa realidade de violência extrema nas ruas, nas casas, boates, supermercados, shoppings...não nos permite decidir ONDE queremos colocar a polícia.
Nossos jovens, entregues aos sublimes momentos de alienação oriundos da erva, não conseguem mais discernir entre realidade e utopia, “misturam as bolas” e acham que fazer baderna é lutar pelos ideais.
Nossa polícia despreparada mata quando não precisa e se omite quando tem que usar a força.
Nosso país é a “casa da mãe Joana” e qualquer um se sente no direito de protestar como quer, mesmo que isso esteja furtando os direitos dos outros.
No fim das contas, quem paga a conta é o cidadão de bem. O que trabalha!


Texto dedicado ao meu aluno Jean Carlos, que é um jovem diferenciado, de talento e objetivos definidos. Sei que ele me respeita e estava ansioso para saber minha opinião sobre este assunto.

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