Hoje eu realmente me “percebi” fora do contexto!!!
Amigos, até agora não me recuperei do susto de ver a Av. Paulista tomada por
estudantes, “teoricamente” protestando pela liberdade, porém, ceifando a
liberdade das outras pessoas e seu direito de ir e vir, direito este, garantido
a cada brasileiro pela Constituição Federal. Após o lamentável episódio da
invasão ao prédio da Reitoria da USP, num verdadeiro espetáculo de
despropósito, vandalismo e selvageria, esses “moleques” se acharam no direito
de interditar a Av. Paulista, como se fossem os donos da razão.
Analisando nosso contexto social, percebe-se facilmente a
fragilidade de um país onde há muito para se lamentar. Violência, corrupção,
tráfico de drogas, saúde pública, segurança e educação aos frangalhos. As
drogas invadiram as escolas e transformaram nossas crianças em chefes do
tráfico, que buscam no dinheiro fácil uma vida melhor para si e para os seus.
Jovens oriundos de famílias destroçadas por gerações seguidas, desestruturados,
desacreditados e largados à própria sorte. Muitos deles, completamente
dependentes da droga, matando, violentando, roubando para sustentar o vício ou
pagar aos traficantes.
Neste mesmo contexto, outros jovens de realidades
diferentes, muitos de famílias abastadas, alheios a uma realidade que está às
suas vistas, protestam contra a presença da polícia num campus universitário,
pois esta estaria atrapalhando seus negócios. Jovens que querem fumar sua
“erva” em paz, e como plano de fundo, escolheram o campus, apropriado não?
Todos os dias, nas milhares de universidades federais deste
país, noticiam-se casos de furtos, latrocínios e tráfico de entorpecentes,
estupros, assassinatos e “desovas”. Na UFAL, há alguns meses, dois corpos foram
encontrados.
Na cidade de Arapiraca, agreste alagoano, presidiários em
fuga invadiram o campus onde alunos realizavam provas de um concurso.
Qualquer pessoa inteligente e de boa conduta, quer a polícia
por perto. Mas não foi o que se viu no campus da USP. Num faroeste caboclo,
estudantes mascarados e “maconhados” depredaram o patrimônio público, chamando
de “protesto” um show de selvageria e bizarrice. Como animais enlouquecidos,
quebraram, sujaram e fumaram.
E o poder público, silenciou. Não houve punição. Certamente,
nós, cidadãos de bem é que pagaremos a conta, com o dinheiro suado do nosso
trabalho que financia absurdos como este.
Na passeata de hoje, o que a televisão mostrou, foi uma
trupe de desocupados querendo aparecer; atrapalhando a vida de trabalhadores, pais de
família, ambulâncias e ocupando a polícia sem necessidade. Ah, a TV também
mostrou que muitos deles estavam devidamente alimentados com seus cigarrinhos,
sem nenhum constrangimento.
Os fatos comprovam: nossa realidade de violência extrema nas
ruas, nas casas, boates, supermercados, shoppings...não nos permite decidir
ONDE queremos colocar a polícia.
Nossos jovens, entregues aos sublimes momentos de alienação
oriundos da erva, não conseguem mais discernir entre realidade e utopia,
“misturam as bolas” e acham que fazer baderna é lutar pelos ideais.
Nossa polícia despreparada mata quando não precisa e se
omite quando tem que usar a força.
Nosso país é a “casa da mãe Joana” e qualquer um se sente no
direito de protestar como quer, mesmo que isso esteja furtando os direitos dos
outros.
No fim das contas, quem paga a conta é o cidadão de bem. O
que trabalha!
Texto dedicado ao meu aluno Jean Carlos, que é um jovem
diferenciado, de talento e objetivos definidos. Sei que ele me respeita e
estava ansioso para saber minha opinião sobre este assunto.

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