sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Jovens vândalos destroem escola pública! Quem vai pagar essa conta?



Que o ensino público e o sistema penitenciário tem suas semelhanças, isso nós já sabemos. Que o poder público e a “burrocratização” no Brasil são facilitadores do caos social, isto também já sabemos. Que “governo vai governo vem” e os problemas não mudam, também já sabemos. Que do ponto de vista financeiro, (ou seja, “din-din, grana, money, bufunfa”) quem vai arcar com as despesas de mais uma escola depredada em nossa capital, isso é que nos sabemos MESMO. Mas, e no âmbito social, psicológico, emocional, Quem vai pagar essa conta?
Segundo informações passadas pela imprensa, um aluno da escola estadual 7 de Setembro, no bairro da Ponta Grossa, teria agredido uma funcionária, fato este que teria motivado a direção da escola a chamar a polícia. Os estudantes acusam a polícia de agir com truculência, e como forma de protesto (pasmem os senhores) deram início a um “quebra-quebra” que resultou em bebedouros, ventiladores e cadeiras quebradas, além de salas pichadas e prejuízo coletivo.
Pergunto-me? Esses indivíduos vão arcar com os prejuízos financeiros? Que forma “imbecil” de protestar é essa, que gera ônus para todos? Quem disse a esses jovens infratores que eles poderiam tratar o patrimônio público de modo tão leviano. E mais, esses são os mesmos que cobram do poder público, melhorias, infra-estrutura e melhores condições de estudo? Mais um PARADOXO ALAGOANO?
A agressão contra uma funcionária da escola por si só, já é um absurdo; reflexo do processo de desvalorização social, que faz qualquer indivíduo achar que pode expor o outro a humilhações, agressões e assédio moral. Posteriormente, a necessidade de intervenção policial, uma vez que os envolvidos na confusão transformaram-se em “bestas indomáveis” dispostas a tudo. Mais à frente, a prisão de vários deles, para esclarecimentos, e por fim, o prejuízo moral, financeiro e pedagógico àqueles que não participaram da “tourada”.
Sem contar que, aquela mãe que sabe que seu filho ou filha não compactua com esse tipo de comportamento, que segue diariamente para a escola em busca do conhecimento, agora certamente não se sente segura em deixá-lo ir para a escola.
Há dias jovens garotas protagonizaram um verdadeiro espetáculo pornô na hora do intervalo numa escola pública, fato que chamou a atenção de mães e pedagogos para o que acontece dentro das escolas, nos momentos em que os jovens estão reunidos, fora das salas de aula.
Uso de drogas, problemas familiares, bulling, falta de posicionamento pessoal e outros fatores colaboram para comportamentos repugnantes e intoleráveis desses jovens sem limites. Somado a tudo isso, um estatuto que os protege dando-lhes a certeza da impunidade. Sofre a família e sofre a sociedade já tão carente e necessitada. O fato é que, enquanto não conseguirmos enxergar a violência juvenil como um problema de gestão pública, pouco poderá ser efetivamente modificado, pois a realidade que se apresenta não é causada por problemas isolados e fatos pontuais, e sim por uma conjuntura de oportunidades para se fazer o mal, na certeza de não precisar responder por ele.

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