Vai começar outro BIG B#@!&
BRASIL
Obs: este é um texto construído em cima de uma opinião
pessoal.
Difícil de acreditar, mas esse programa infame, em sua
décima segunda edição, vai repetir em doses cada vez piores os mesmos espetáculos
de vulgaridade, promiscuidade, idiotice e baixaria já vistos em todas as suas
edições anteriores. Num cenário propício às bebedeiras e apelações, lá estarão
novamente, algumas figuras escolhidas “a dedo”, para durar um tempo já
determinado, se comportar como já está determinado, vestir o que já foi determinado...
e ainda tem gente que vai ligar, pagar os custos de uma ligação, VOTAR, achando
que tem poder de decidir alguma coisa.
A queda vertiginosa na qualidade da programação da TV e da
música brasileira é uma realidade assustadora. A vulgaridade está em toda parte
como chamariz para um público pouco exigente e pré-disposto às banalidades,
pois o conhecimento é algo que exige esforço e demanda tempo. Impressionante
ver como essa imbecilidade televisiva é capaz de recrutar soldados que espalham
essa praga como maizena no ventilador, e assim como outras, vira febre, lança
“pseudo-celebridades” que sumirão após um determinado tempo, mas que irão
ilustrar as capas de revistas, manchetes de jornais, chamadas de portais de
notícias, com suas caras, bocas e bundas, e com suas estórias de folhetim de
milésima categoria, verdadeira desgraça cultural.
Enquanto profissional do Marketing e da Publicidade, pensei
em algumas oportunidades, em me tornar telespectadora de tal desgraça, para
analisar os conteúdos publicitários nela inseridos, mas confesso que não
consegui até hoje, e olha que esse “programa” já vai a sua 12ª edição. As
“personalidades” escolhidas para essa sessão pornô de cinema de quintal são no
mínimo “incomentáveis”, de conteúdo nenhum e relevância social zero. Sendo
assim, ficou impossível acompanhar tal programação.
O povo brasileiro é um povo guerreiro, que sofre as agruras
de uma realidade social covarde e vergonhosa, mas que se acomoda nas manobras
descaradas de manipulação midiática e vai vivendo de “pão e circo” sem se
aperceber da situação de miséria cultural em que vive.
Façamos um teste: escolha neste momento uma de suas redes
sociais e publique (convocando seus amigos a compartilhar) uma leitura
brasileira, um fato histórico relevante, uma peça teatral, os feitos de
personalidades que contribuíram POSITIVAMENTE para a nossa história. Em
seguida, publique uma notícia de morte, uma desgraça ou uma celebridade do BBB
que mostrou a calçinha “sem querer” num ensaio “sensual” para uma revista
barata, ou que tenha trocado tapas e farpas com outra “celebridade” em via
pública. Aguarde e confira o resultado.
Nossa situação de miséria não é só social, mas também
cultural. Preenchemos nossas noites com programas ordinários e de baixa
qualidade, com sexo barato, e conteúdo duvidoso. Nossas crianças partilham isso
e desde cedo, aprendem a rebolar ao som de Valéria Popozuda e mulheres-fruta.
Poucos conhecem as obras de Jobim, Mario Lago, Drummond, Suassuna...e outros. É
mais fácil assistir programas americanos e esse lixo televisivo produzido pela
TV brasileira, cantar ao som (leia-se barulho) dessas bandas medíocres do que
rever os próprios valores e buscar uma mudança social, de fato.
Lamento por mim, que serei obrigada a tolerar publicidade
constante sobre um programa q odeio e que não me acrescenta absolutamente NADA.
Eu sou Lua Beserra, professora, designer, blogueira e
twitteira.
@luabeserra

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